terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Novo


Aconteceram muitas coisas. Coisas que me fizeram sorrir, coisas que me fizeram chorar, coisas que fizeram meu coração bater mais rápido, e as vezes bater mais devagar. Eu vivi, sonhei, errei, acertei, amei, odiei, acreditei, perdi, chorei e sorri.

Foi agitado, com medo, mas superei alguns, me perdi, me achei, e novamente me perdi, e ainda estou procurando minha verdadeira essencia.

Não há nada que eu mudaria, nada.

Só estou deixando a vírgula de lado, e colocando um ponto vírgula, até me encontrar.

Estou feliz;

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Céu

Eu tenho medo, do medo de ultimamente, que não sai da minha cabeça, que me tira o ar, que me faz delirar. Eu não sei o significado, eu não sei o que pode ser, estou na distante loucura que está apagada na minha memória. Eu estive ausente, não por muito tempo, mas ainda continuo procurando um caminho, estou longe de achar, mas não posso apenas parar.
Uma simples demonstração não fez efeito, subiu aos céus e mesmo assim estive perdida nas nuvens, sem respostas.
Uma alegria, um sorriso, e então acordei.
Uma canção e um coração. Que dessa vez não quebrou.
O calor de uma união que estava esperando, e nunca chegou.
E mesmo assim, nada parou de existir.

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

E um adeus,


- Eu não sei se conseguiria!

Estou caminhando para o outro lado, sem dar um passo maior do que minha perna, mas estou caminhando, sem nenhuma despedida.

Lembro-me dos dias felizes em que eu costumava procurar borboletas pelo jardim, e que o sorriso jamais saia do meu rosto, enquanto a música It's Not Enough tocava na minha antiga vitrola. Era tudo tão puro e inocente, como nos sonhos.

Costumava brincar de ser cantora, onde meu show eu mesma construia e ficava horas e horas na frente do espelho com uma escova de cabelo na mão, fingindo ser famosa. Tudo era muito fácil e simples.

Enquanto estava indo para o outro lado encontrei uma rosa no meio do caminho, sentei-me no chão e comecei a pensar sobre as flores que minha mãe gostava, eu ainda podia sentir o doce perfume de rosas dela, que ela tanto adorava, e eu também. Sempre acabava me perdendo na noção do tempo quando pensava essas coisas.

Sem um adeus, eu continuei a seguir em frente, sem algo que me fizesse voltar.

O sol estava tão quente naquele dia, que lembrei do primeiro dia em que eu estive "apaixonada", meus pés sairam do chão, então eu voei entre os suaves lábios dele. Novamente estava pensando sobre o outro lado.
Quando estava prestes a chegar onde meu sonho poderia se tornar maior, eu pensei, e descobri que jamais poderia apagar minhas memórias, elas estariam para sempre comigo. E com um adeus, eu voltei para o outro lado, sem mesmo pensar duas vezes.

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sábado, 29 de novembro de 2008

Gotas de Futuro

Toco o tempo que não é movimento,
Toco teu corpo, pequenos resquícios,
De desrespeito, mistérios sem sobra,
Descobertas sem saudade.

Exclusivo em toque, sem sentimento,
Degustando em dissabor, fragmento e tentação.
Buscando e ordenando afinidades.

Excessos em rotina natural, corpos frágeis,
É falta sem reflexo, retina e não memória.

Como se o tempo fosse capaz de quebrar a água.

Devaneios livres em queda,
Sem respostas, com desejo.
Contornando a face em pensamentos.

Nada que hoje é luz,
Ontem eram gotas de futuro.

Sem envolvimento ou margem em saudades.
Sem vaidade,
Sem medo do medo de ultimamente,
Sem conquista ou sofrimento.

Toco o tempo que não é movimento,
Toco teu corpo, pequenos resquícios de sedução.
Pequenos momentos em solidão.

Camyla Castro Lima e Léo Magno Mauricio.

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sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sonhos solitários

tic tac importuno da meia noite, fazendo-me fixar em frente ao cubo, sem importância. meu desvelo patético, que tenho sobre tal sentimento; indelével.
o limite da razão me faz pensar o que há com as pessoas, me faz tentar entender o que pode acontecer, mas o limite existe?
aversão de como tudo vem e como tudo vai, cruento dia de tamanha ignorância, o que me faz acreditar que tudo isso não é apenas um sonho? devaneio!
obliterando minha imaginação. afinal, qual a ligação?
tic tac!

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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Voar


Mais uma vez tudo se encaixa como se fosse a primeira vez, eu olho e observo todas as noites de Novembro, estou paralizada em um momento único, aquele momento de dias perfeitos e felizes.

Cansada chego em casa e tiro meus sapatos de salto alto, deito na minha cama e penso sobre meus dias de glória, estou me sentindo tão bem, que posso ser quem eu quiser no meu próprio sonho. Pego meus papéis e vou escrever mais uma carta de amor, uma carta para alguém especial, que balança meu mundo com seu sorriso.

Estou cansada, me sinto realizada com meus princípios, vou além com meus desejos.

Quando realmente deito para dormir, eu imagino toda minha vida, como meu futuro será, e como eu quero organizá-lo. Sinto-me livre no meu contexto imaginário, que me faz lembrar que sou uma criança e ainda vivo pelos meus sonhos sem fim.

Enquanto estou perdida acordada nos meus sonhos, a hora passa lentamente, sem perceber que passo horas e horas pensando.

Eu sempre estive preparada para a verdade, não hoje em dia, não nos meus sonhos, porque nele eu sou a dona da história, eu a escrevo quantas vezes quiser, e quantas vezes eu conseguir imaginá-la de formas diferentes.

Eu posso ir e vir, sem me mover, construo meus desejos profundos e ainda tenho tempo para viver a realidade. Posso voar pelo mundo, e sempre que posso vôo nos meus sonhos.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Um amor "quase" interrompido.


E então eu interrompi minha loucura...

Todas as formas que eu tentei, não foram suficientes, por quê? Não sei.

Um dia, talvez um minuto, eu pensei em desistir, mas eu resisti, me perdi dentro da fantasia e continuei.

Aquela tristeza era tão precipitada quanto eu, sou feita de sonhos, e as vezes desisto antes de tentar. Está ai meu erro, "perco-me na combinação dos sons"!

Quero algo além, algo maduro.

Não basta um simples "eu te odeio" e tudo está perfeito. Meus sentimentos inversos exprime minha frustração, fase de menininha dramática. Eu tento não pensar, mas quanto mais eu tento, mais eu penso, e eu acabo pensando em você o tempo todo.

Fiz tudo isso, e não foi bom o suficiente, simplesmente pra interromper meu quase amor...

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Sonhei, então acordei

Aquele gosto de sedução escapou da minha boca, então não pude me concentrar, a hora passava tão lentamente e ainda sentia o seu cheiro.
Todos os dias, passei pensando em como voltar, sem me lamentar pelas feridas.
Era como se não existesse vida sem seu amor, lembro de todas as danças, de todas as cenas, me balançava em torno da sua respiração. Ao contrário, um filme de romance, daqueles bem dramáticos, que me fazia sonhar, que prendia meu ar, onde eu até podia voar.
Devagar a luz foi se apagando, e quando acordei, essa ilusão acabou, que eu nem pude mais me lembrar do seu cheiro.
E de onde supostamente eu vivi isso?
Quando tentava me lembrar da sua voz e do seu nome, nunca havia nada em minha mente.
Eu queria te encontrar nos meus passos, procurei, mas nunca houve nada.
Meu simples sonho acabou, e então, eu nunca mais me lembrei.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

No palco da vida

Um sonho, um instante

O mesmo calor, a mesma sensação
O show começará.

Estranhos me olham,
esperando um suspiro tentador,
Aquela frieza e inquietação,
de alguém que não tem concentração.

Começou, passou, acabou.
Fecha a cortina.
Por trás de tudo, sentimentos.
Um olhar, um desejo, uma palavra.

Uma voz, um verso, uma prosa,
Anseios demonstrados,
Textos decorados,
Abre a cortina, senhor!

Renovei, a sentença é a vida,
Revivi, minha mudança é viver,
Comecei, minha vida é vencer,
Acreditei, a vitória é meu tablado.
(Agradecimentos ao Léo Magno, meu querido amigo!)

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sede de amor


"Iniciei uma jornada pelo espaço." Estou buscando um sabor diferente, que misture amor e tentação, mas não aquela mistura simples, algo vivo e intenso.

Olho ao redor e vejo pessoas que não podem acreditar, sem qualquer desvelo, elas seguem uma vidinha monótona, sem precisão variável, ou clareza. -E eu querendo reviver um novo amor.-

Em uma longa viagem, meus devaneios estavam á flor da pele, minha inquietação por algo novo e suculento estava prestes a explodir com sucesso. Eu misturei todos os meus conhecimentos e não conhecimentos, busquei fontes valiosas e pessoas modificadas vulneravelmente por sentimentos. Estive em lugares incríveis, procurando a solução perfeita.

Eu busquei e modifiquei, criei e forneci, tudo além do puro prazer, além da carne e do desejo.

O que eu acabei esquecendo, era que eu não podia mais então saborear esse sonho, eu acabei com todas as esperanças criadas em minha mente, por causa daquele antigo retrato de setembro, não esclarecido e nem cogitado.

Minha mistura dissolveu-se na agonia de algo real, que nunca aconteceu.

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domingo, 16 de novembro de 2008

Confusão ordinária

Me tornei frágil.
Ouvi meus pensamentos dizerem que não havia nada, nada além do que eu era. Então aquela fria concentração me fez apagar.
Sem motivo algum eu estava sozinha, jogada na indigna tristeza sem causa. Não havia ninguém, não haviam sonhos, era somente eu e meus pensamentos vazios.
Tudo se tornou insciente, eu não sabia, não tinha motivos.
Passei a calcular meus atos, minhas motivações, mas não pude encontrar respostas a toda essa confusão.
O meu conflito separava todas as soluções da qual se passava pela minha cabeça, desensinei a mim mesma sobre toda essa maldita causa.
Sem nenhuma dor eu continuei, mesmo sem entender.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Verde




"Um dia simplesmente parei."

Enquanto caminhava pela rua, e prestava atenção em todas as placas, eu percebi que nenhuma delas era a qual eu procurava.

Dentro de uma caixa de papel, meu mundo ficou escondido, perdi alguns anos pensando em voltar, e construir novos sonhos.

Meu mundo é como um livro de colorir, uso as cores para demonstrar meus sentimentos. "-Agora está ..."

Eu lembrava do meu passado, e continuava a caminhar, procurando algo que me fizesse acordar, estava perdida nos meus próprios passos e sentimentos.

Então eu parei, olhei ao meu redor, e minha caixa estava fechada, fechada para qualquer tipo de sentimento, estava presa, sem nenhuma saída.

Eu não sabia o que fazer, certamente esperaria algo milagroso que me tirasse dali em um toque de mágica. E foi assim que me safei, não sei até hoje como me libertei, é um ponto de interrogação na minha cabeça que nunca teria a resposta.

Encontrei a placa que sentia falta, ela estava no mesmo lugar, eu que havia esquecido onde eu tinha que procurá-la.

Minha cor hoje é verde, eterno.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Rotina.




Impaciente espero uma mudança, desesperada grito por socorro, mas mesmo assim nada se move, todos os dias são iguais, como se eu vivesse o mesmo dia.

Cada momento é um passado, e o futuro será um recomeço, eu caminho pela casa sem criatividade, busco possibilidades exageradas, uma forma de criar, ou mudar essa minha rotina.

[acordar, tomar meu café, estudar, mais café, a tarde estudar mais ainda, mais café, a noite aula e assim tudo recomeça...]

Olho o pôr-do-sol da minha sacada e idealizo o amahã diferente, um novo dia, que não seja o mesmo de ontem, que seja um novo amanhã, que seja meu dia de inspiração, onde eu possa viajar dentro das minhas palavras.

Onde ele está? Parado numa fusão de dimensões onde alguém o tirou de mim, onde meu relógio nunca gira, sem sinal de permanencia, ou um final do túnel.

Preciso caminhar para longe, indo para longe sempre, buscando fontes para o meu conhecimento, tentar fazer a mudança que eu desejo, mas quando eu percebo, o ontem recomeçou e eu nem pude suspirar novamente.

Quem sabe um dia, quando eu parar de procurar uma mudança, ela aconteça sozinha, sem meu louco desespero por um novo dia, assim, eu deixaria essa minha rotina indesejada.

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

Um novo recomeço

Mais um motivo para acreditar nos meus passos, "você está nos meus pensamentos". Criando várias fantasias anexadas na minha cabeça, eu posso ver tudo além do que parece ser. Enquanto eu ainda pense que esteja arriscando minha fragilidade, tudo é tão profundo e inconsciente nas minhas memórias de inverno, as primeiras vezes que eu o vi. Não lembraria certamente o dia, mas lembro-me como você, -mesmo naquele segundo, que pareceu uma eternidade- balançou meu mundo há mais ou menos 3 anos atrás. Ainda mesmo assim, você faz aquela sua mesma piada, cantarola como se nunca tivesse problemas.
Tentei por alguns motivos te evitar para tentar interromper meus medos, criados para me confortar, mas não adiantou muito. É engraçado como as coisas se movem, e nem tudo fica como nós queremos.
Estou paralisada aqui, nesse exato momento, lembrando de como tudo aconteceu, meu coração está disparado e eu sinto como se ele quisesse explodir dentro de mim. Eu procurei um alguém errado no local certo, o seu amargo sorriso me fez lembrar como eu estava perdida em outros passos, fazendo-me acompanhar os seus.
Eu sei que de certa forma ainda ando contra o tempo, mas algum dia estarei lá, esperando por você, aonde quer que seja, esperando que um dia você acorde e se lembre dos meus mais profundos desejos.
Talvez seja assim, eu volte a procurar alguém certo no local errado e o encontre, como se fosse a primeira vez, e então, nós estariamos juntos, você e eu, como sempre deveria ter sido, sem medo de se machucar, e buscar as mais loucas aventuras.

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